Após jurar um grande voto de desafio, Xia Yu, disposto a comer até explodir, encontra-se de repente em um mundo completamente estranho, aquele de Guerras Culinárias. O quê? Tornar-se um deus da culiná
Neon, Tóquio, distrito de Taitō.
O pôr do sol alaranjado banhava as movimentadas ruas comerciais. No centro da cidade, um adolescente vestindo uniforme escolar pedalava com destreza, serpenteando entre a multidão.
“Estou de volta!”
Em um beco afastado de residências, o garoto largou a bicicleta diante de um restaurante meio aberto, meio fechado. Se alguém prestasse atenção, veria uma placa pendurada na entrada, onde se lia em grandes caracteres: “Culinária Chinesa”.
O pequeno estabelecimento era estreito e vazio. Ninguém respondeu ao chamado do rapaz, algo a que ele já estava acostumado. Aproximadamente dois anos atrás, após proclamar antes de dormir que haveria de comer até se fartar, despertou misteriosamente como estudante do primeiro ano na Escola Secundária Shirahama, em Tóquio.
O medo e a inquietação iniciais logo deram lugar à adaptação; bastou um semestre para que ele se habituasse. E, quanto à experiência, já que tudo lhe fora imposto, além de aproveitar, o que mais poderia fazer? Viver reclamando, lamentando-se como um sofredor, buscando o fim? Ele mesmo se censurava: era preciso ser otimista!
Por sorte, neste novo mundo, ainda se chamava Xia Yu e mantinha em si o sangue do povo de Yan Huang. Diferente da vida solitária anterior, agora tinha um avô que inspirava tanto amor quanto temor.
Ao atravessar o restaurante e chegar ao pátio dos fundos, encontrou, como esperado, um velho de cabelos brancos sentado sobre um tatame no corredor. O idoso, ouvindo os passos, abriu os olhos calmamente e apontou para a chaleira sobre um