Eu não sou um selvagem.

Eu não sou um selvagem.

Autor: Filho e Dois
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Desta vez, não vou perguntar sobre notas, apenas sobre o meu verdadeiro coração. Desta vez, só quero escrever um livro com dedicação. Desta vez, escrevo sobre esperança, sobre o sonho mais profundo do

Prefácio: O Ponto G da Terra

O Ponto G da Terra

No topo das Montanhas de Kunlun, a neve reluzia imaculada; aos pés das montanhas, a relva era verdejante, e uma brisa fresca soprava suavemente. Uma águia-das-neves, altiva, voava entre o céu azul e os picos nevados, vigiando atentamente os carneiros-selvagens que pastavam nas encostas íngremes.

Se não fosse pela cicatriz feia, com quase vinte metros de comprimento, marcada sobre o tapete esmeralda da planície, aquele lugar poderia muito bem ser chamado de paraíso na Terra.

Nem a neve, nem a relva, nem o vento suave, tampouco a águia-das-neves ou os carneiros-selvagens tinham grande importância para Yun Chuan, que se dedicava com afinco a escavar uma trincheira geológica.

Para ele, abrir uma vala de vinte metros de comprimento, oitenta centímetros de largura na boca, cinquenta centímetros na base e oitenta centímetros de profundidade era infinitamente mais relevante.

Cada trincheira valia três mil moedas, e esse significado era imenso para ele; mesmo que destruísse a beleza quase etérea daquele cenário, achava que não havia problema algum.

Quanto mais trincheiras escavasse, mais três mil moedas receberia, e assim se aproximaria do tão esperado casamento.

Sua noiva não era uma beldade, nem possuía um corpo escultural; apenas parecia adequada para o casamento.

Yun Chuan não ansiava especialmente pela cerimônia. As coisas que costumam acontecer na noite de núpcias, ele já vivera um ano antes. Esforçava-se para juntar dinheiro e preparar o casamento apenas para satisfazer o desejo de seus pais, sogros e da no

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