A linhagem ritual de Lüshan só mata, não salva. Meu avô era um mestre de cabeça vermelha da linhagem de Lüshan. Depois que ele morreu, eu assumi o seu lugar. A partir daquele dia, cadáveres estranhos
Desde que escrevi este livro, sempre que o trovão ecoa no céu e a noite é rasgada pelo relâmpago, vivo com medo de que o patriarca do ofício venha me buscar.
Enfim, sem mais rodeios, vamos ao que interessa.
No sul, a tradição de Maoshan; no norte, os médiuns do norte. Em vinte e três províncias, cada lugar guarda sua própria linhagem.
Não sei de que província você vem.
Mas eu conheço bem as correntes ritualísticas de cada uma delas.
A seita do Ermo de Qilu.
A escola de Maoshan, na terra de Jinling.
Os ritos de Meishan, de Yungui e Sichuan, e a escola do Imperador de Jade.
A ordem de Paijiao e os ritos de Puan, no oeste de Hunan, e por aí vai.
Quanto aos médiuns do norte, nem preciso falar; fizeram furor na internet por um tempo. Hoje, porém, vou contar algo diferente.
Tanto os médiuns do norte, com seu forte sabor regional.
Quanto a invocação de espíritos e descida de entidades, tão associada ao sul.
Tudo isso possui, no fundo, a mesma graça.
Desde tempos remotos, parece que todos perseguem com avidez a mesma coisa.
Isto é: a arte de comunicar-se com o divino.
No norte, o discípulo do médium do norte queima incenso, abre os canais espirituais, convida as entidades a tomarem o corpo e afasta o mal para curar doenças.
No sul, por sua vez, o nome que todos conhecem é a arte taoísta de Maoshan.
Mas, a meu ver, o que há de mais característico do sul não é essa chamada arte de Maoshan.
São as incontáveis tradições populares de rituais.
Espalhadas por Guangdong e Gu