Contemplando o Submundo

Contemplando o Submundo

Autor: Três gravetos
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A linhagem ritual de Lüshan só mata, não salva. Meu avô era um mestre de cabeça vermelha da linhagem de Lüshan. Depois que ele morreu, eu assumi o seu lugar. A partir daquele dia, cadáveres estranhos

Capítulo 1 — Incenso queimado, encantamentos recitados, os mortos são difíceis de despedir

Desde que escrevi este livro, sempre que o trovão ecoa no céu e a noite é rasgada pelo relâmpago, vivo com medo de que o patriarca do ofício venha me buscar.

Enfim, sem mais rodeios, vamos ao que interessa.

No sul, a tradição de Maoshan; no norte, os médiuns do norte. Em vinte e três províncias, cada lugar guarda sua própria linhagem.

Não sei de que província você vem.

Mas eu conheço bem as correntes ritualísticas de cada uma delas.

A seita do Ermo de Qilu.

A escola de Maoshan, na terra de Jinling.

Os ritos de Meishan, de Yungui e Sichuan, e a escola do Imperador de Jade.

A ordem de Paijiao e os ritos de Puan, no oeste de Hunan, e por aí vai.

Quanto aos médiuns do norte, nem preciso falar; fizeram furor na internet por um tempo. Hoje, porém, vou contar algo diferente.

Tanto os médiuns do norte, com seu forte sabor regional.

Quanto a invocação de espíritos e descida de entidades, tão associada ao sul.

Tudo isso possui, no fundo, a mesma graça.

Desde tempos remotos, parece que todos perseguem com avidez a mesma coisa.

Isto é: a arte de comunicar-se com o divino.

No norte, o discípulo do médium do norte queima incenso, abre os canais espirituais, convida as entidades a tomarem o corpo e afasta o mal para curar doenças.

No sul, por sua vez, o nome que todos conhecem é a arte taoísta de Maoshan.

Mas, a meu ver, o que há de mais característico do sul não é essa chamada arte de Maoshan.

São as incontáveis tradições populares de rituais.

Espalhadas por Guangdong e Gu

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