Como filha amada do Céu, ela abriu uma loja. A única maneira de entrar nesse estabelecimento é avistar uma lanterna durante a noite; a luz guiará aqueles destinados a encontrar a loja chamada Tudo É P
Aquela floresta era gélida e silenciosa como a morte.
Na escuridão onde não se via um palmo diante do nariz, um homem coberto de sangue avançava com passos firmes e apressados, os olhos cheios de ódio e dor. Ele não sabia por quanto tempo ainda conseguiria resistir, nem se aquela escuridão à sua frente teria algum fim.
O sangue que o cobria não era dele. Pertencia aos guardas que tinham jurado protegê-lo até a morte. Seus corpos, certamente, já jaziam frios naquela floresta sombria, talvez devorados por feras, reduzidos a ossos dispersos. Ao pensar nisso, o ódio em seus olhos se intensificou ainda mais.
Ao longe, ressoavam os brados desesperados dos guardas leais: “Vossa Alteza, corra! Enquanto houver esperança, há sobrevivência!”
Logo depois, sangue quente espirrou sobre ele, cobrindo-lhe o rosto e o corpo.
Esperança... esperança...
Que esperança lhe restava? Haveria ainda futuro para ele, sozinho como estava? Seria possível reerguer-se?
De repente, um ruído desordenado rompeu o silêncio. Ele virou ligeiramente o rosto e avistou, ao longe, uma fileira de tochas se movendo rapidamente. Os perseguidores ainda estavam no encalço, iluminando tudo ao redor com suas chamas. À frente, apenas trevas — uma escuridão profunda, capaz de engolir qualquer um.
Sem hesitar, continuou correndo o mais rápido que podia. Sua vida já não lhe pertencia apenas a si mesmo. Como poderia decepcionar tantas esperanças depositadas nele?
Contudo, após três dias e três noites de fuga exaustiva, suas forças estavam no limite. Seus movimentos torn