Quando Feng Yi enfrentava dificuldades em sua empreitada e se via encurralado, o mordomo particular de sua tia-avó apareceu diante dele trazendo uma herança colossal. Feng Yi perguntou: "Há tantos par
A luz da primavera atravessava a janela, iluminando a ampla sala de chá.
Feng Yi fitava a pilha de papéis à sua frente com o rosto tenso; gotas de suor escorriam por sua testa. Uma hora atrás, ele era apenas um jovem mergulhado em dívidas gigantescas, traído por um sócio e atolado em dificuldades. E agora...
Ele lançou um olhar ao ancião sentado do outro lado da mesa. O velho, impecável dos trajes ao fio de cabelo, lembrava um cavalheiro de outros tempos. Sorria com cortesia, a curva dos lábios precisa: nem exagerada, nem displicente, como se sobre a mesa repousasse um simples cardápio, e não um contrato de transferência de bens que valia mais de cem milhões.
Quando Feng Yi estava à beira do desespero, fora esse senhor quem surgira diante dele, anunciando que uma tia-avó, a quem jamais conhecera, falecera há pouco e lhe deixara uma imensa herança.
Como adulto recém-saído do choque do mundo real, Feng Yi não acreditava em milagres, ainda menos em coincidências tão oportunas.
Por isso, o primeiro pensamento ao deparar-se com a situação foi: “Trambiqueiro!”
No entanto, diante do contrato de transferência de bens, com três advogados famosos da cidade presentes—um deles, inclusive, já conhecido de Feng Yi—ele já acreditava setenta por cento naquela história.
Por que não cem por cento? Porque não se tratava de um testamento, mas de um contrato de transferência. Segundo o velho mordomo, a parte da herança destinada a Feng Yi, separada pela tia-avó, tinha sido entregue a ele, que repassaria em lotes, sem prazo ou valor definidos.
E