It seems you haven't provided any text to translate. Please submit the passage you would like translated.
O sol outonal derramava-se sobre a passarela de madeira à margem do rio, salpicando de luzes o cenário; o parque, numa tarde de dia útil, encontrava-se vazio e silencioso. Uma figura magra, de aparência comum e sem nenhum traço de beleza notável, sentava-se à beira do parapeito—um rosto que, lançado numa multidão, jamais seria notado, pele ressequida e ligeiramente amarelada, o corpo desprovido de qualquer curva, semelhante a uma tábua de lavar roupas gigantesca, erguida e solitária. Vestia um jeans azul-claro, já fora de moda, e um suéter marrom que a envelhecia; o olhar, inerte, repousava sobre o rio e fazia recordar a sofrida Sra. Xianglin, seus olhos mortos por vezes girando nas órbitas.
Han Xiaoma sentia-se arrasada—jamais estivera tão mal. Hoje completava vinte e três anos, e o presente de aniversário do namorado foi um cruel "vamos terminar". Após ser rejeitada em várias feiras de emprego, restara-lhe apenas o caminho de voltar à casa dos pais—mas não havia para onde regressar, a não ser ao orfanato nos subúrbios da cidade.
— Senhorita!
— Hum? — Han Xiaoma virou-se e deparou-se com um homem de meia-idade, de olhar furtivo e semblante ratonil; usava tênis imundos, calças sociais negras e amarrotadas, e sobre os ombros lançava um manto cerimonial de corte indefinido, rasgado em vários pontos.
— No mundo errante, busca-se o Tao; entre céu e terra, dorme-se para tornar-se Buda. Diz-se: sem dúvidas nem perguntas, mas, se há dúvida, há resposta; e se não há dúvida...
— Não tenho nenhum centavo no bolso, o senhor bem que poderia te