“Se desejamos que as pessoas deste mundo vivam sob a luz do sol e preservem a razão, então devemos guardar aqueles segredos que não lhes convém conhecer. Pois, uma vez que se deparem com existências a
Março, tempo do Despertar dos Insetos. O Rei dos Ladrões de Ningchuan, Hong Jinxi, fora capturado.
Ningchuan, dentro do país, mal poderia ser considerada uma cidade de segunda linha. Seu desenvolvimento econômico era atrasado, carecia de pontos turísticos célebres, mas desde o final dos anos noventa, após o surgimento deste rei dos ladrões, o nome de Ningchuan como “Cidade dos Ladrões” ecoou por todo o território.
Pode-se dizer que, tomando a cidade de Ningchuan como centro e traçando um raio que atravessa três províncias,
as centenas de cidades e até vilarejos neste círculo já foram alvo dos aprendizes e discípulos de Hong Jinxi. Não só os de bem, mas até mesmo os do submundo preferiam não provocar tal ladrão.
Somente o título de “Rei dos Ladrões” já estampara as manchetes dos jornais não menos que dez vezes ao longo desses anos.
No entanto, para ser justo, Hong Jinxi era um ladrão, mas um ladrão com ambição.
Negócios pequenos não lhe interessavam; para que ele mesmo se envolvesse, só grandes golpes valiam a pena.
Em Ningchuan, ninguém era mais rico que o velho Lin Rusheng, magnata que ascendera nos anos oitenta e, nacionalmente, célebre colecionador de antiguidades.
Sem exageros, o valor total das relíquias guardadas no cofre de sua mansão poderia comprar um quarto da própria Ningchuan.
Esses tesouros de valor incalculável eram mantidos em um cofre particular, construído sob sua mansão nos arredores da cidade, erguido quando Lin era jovem e, nos últimos anos, aprimorado com tecnologia moderna, atingindo níveis de se