Em uma era épica já há muito obliterada, existiu um poder marcial de tal magnitude que os vindouros mal podem conceber; nomes de heróis e corpos anônimos entrelaçavam-se na tapeçaria do tempo. Houve l
O nome de Han Qingyu foi dado pelo velho monge forasteiro que, naquela época, guardava o templo em ruínas na aldeia.
Mais tarde, quando já tinha entendimento e perguntou sobre a origem do nome, disseram-lhe que, ao nascer, as mudas de arroz nos campos alagados começavam a amarelecer e reverdecer, e as torrentes desciam das montanhas, transbordando por vários dias seguidos.
Assim, seu nome foi escolhido para apaziguar calamidades. O velho monge, por esse feito, recebeu de cada aldeia à beira do rio cinco dou de arroz.
Isso aconteceu há dezenove anos.
Aquele solitário monge, que vivia de adivinhar destinos, ler feições, escolher datas e túmulos para os mortos, apoiava-se numa lábia capaz de contornar qualquer deslize. Já há alguns anos ele partira para outros lugares.
Na verdade, segundo as regras ancestrais de certas regiões rurais, o nome Han Qingyu não era dos melhores—grande demais para um camponês comum.
Mas em Fenglong'ao, ninguém compreendia disso.
Assim como tampouco sabiam que o nome de sua própria aldeia era também demasiado grandioso.
Fenglong'ao, uma pequena vila que, geração após geração, jamais conheceu a fartura, mas cuja colheita nos campos de montanha sempre foi razoável, de modo que seus habitantes nunca chegaram a passar fome ou frio.
Como mais um filho da terra, um camponês ordinário, em dezenove anos de existência Han Qingyu vivenciou apenas dois grandes acontecimentos:
Um foi seu fracasso no vestibular, naquele ano.
O outro, havia acontecido no ano anterior.
“Duas vezes