Só um tolo tentaria mover montanhas; eu, ao contrário, exijo que a montanha venha até mim.
Rong Sanyue estava encurralada pelos pacientes tumultuados, sem ter para onde ir.
A chefe das enfermeiras, em um gesto de bondade, escondeu-a em um dos quartos VIP do hospital.
Assim que adentrou o recinto, Rong Sanyue foi imediatamente capturada por dois olhares.
No quarto, dois homens: um trajava o uniforme hospitalar, o outro vestia terno e gravata.
Ambos eram de aparência notável.
Especialmente o segundo, cuja maturidade sedutora era de tal maneira avassaladora que se tornava impossível desviar os olhos.
Rong Sanyue fitou-o, hesitando por três segundos.
Contudo, o homem limitou-se a lançar-lhe um olhar indiferente, desviando em seguida o rosto.
Aqueles que ocupavam quartos naquele andar eram invariavelmente pessoas de riqueza ou prestígio.
E este homem, envolto em uma aura de fria nobreza, era a prova cabal de que não seria fácil de lidar.
Rong Sanyue preparava-se para sair, mas foi detida pelo jovem do uniforme hospitalar, que a chamou com entusiasmo:
— Doutora Rong, veio fazer a ronda?
Rong Sanyue era apenas uma médica estagiária, sequer responsável por aquele setor, e não esperava ser reconhecida.
Se saísse agora, daria de cara com os arruaceiros; por isso, preferiu seguir o curso dos acontecimentos e aproximou-se:
— Sim.
Baixou o olhar e começou a examinar os dados do paciente, ao mesmo tempo em que se dava conta de quem ele era.
O jovem mestre da fam